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Para além divulgação do curta metragem "Argentino", agora em fase de Pós-produção, realizado nas cidades de Campinas e Paulinia entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 2009, a idéia do blog é angariar textos, entrevistas, vídeos e fotos de todos aqueles que participaram do processo de feitura do filme. Dessa forma, estudantes e interessados por cinema poderão conhecer os diferentes métiers dentro da estrutura de produção cinematográfica.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Argentino ganha 3 prêmios no Festival de Paulínia


Exibido na segunda-feira no Paulínia Festival de Cinema, o filme Argentino levou os prêmios de Melhor Curta Regional, Melhor Direção de Curta Regional e Melhor Curta Regional pelo Jurí Popular. A produção estava concorrendo com mais dois filmes e integra o catálogo da Distribuidora de Filmes Fora do Eixo – DF5.


Feliz e surpreso com o resultado do festival, o diretor Diego da Costa conta como foi o momento do resultado: “Ganhamos 3 de 4 prêmios! Isso era impensável até nos chamarem pela primeira vez ao palco! Confesso que eu tremia! E nem eu nem Yara, Cabral ou Gabriel conseguíamos conter a alegria e o estranhamento daquela situação. Receber premio de melhor curta tanto do juri popular quanto do juri do festival é a maior gratificação que essa equipe pode receber!”


Com direção do Diego da Costa, do Coletivo Ajuntaê, ponto Fora do Eixo de Campinas, o filme narra a história de um estrangeiro (Norberto Presta), que tem uma alfaiataria como fachada, mas falsifica documentos e acaba impondo novas identidades a seus clientes.“Argentino é um filme sobre identidades, sobre a solidão o exílio e a idéia de ser incapaz de reverter uma situação. E ontem nós conseguimos virar um jogo. Um curta que não tem nenhum alinhamento estético ou narrativo com escola, nem está nos padrões, vence dois prêmios muito importantes além de melhor direção. Pra mim, uma surpresa mais que agradável! Tem bastante gente que se interessa por um cinema sincero, verdadeiro, independente da história contada e que não tem todo apelo industrial comercial. A gente quer fazer parte desse cinema sincero! Quero continuar a contar histórias que nasçam do coração, da alma!”



Confira todos os vencedores do Paulínia Festival de Cinema:

LONGA-METRAGEM
Melhor Filme de Ficção: Febre do Rato, de Cláudio Assis
Melhor Documentário: Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho
Prêmio Especial do Júri: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra
Melhor Diretor de Ficção: O Palhaço, Selton Mello
Melhor diretor de Documentário: Ela Sonhou que Eu Morri, de Maíra Bühler e Matias Mariani
Melhor Ator: Irandhyr Santos, Febre do Rato
Melhor Atriz: Nanda Costa, Febre do Rato
Melhor Ator Coadjuvante: Moacyr Franco, O Palhaço
Melhor Atriz coadjuvante: María Pujalte, Onde Está a Felicidade?
Melhor Roteiro: O Palhaço, de Selton Mello e Marcelo Vindicatto
Melhor Fotografia: Febre do Rato, Walter Carvalho
Melhor Montagem: Febre do Rato, Karen Harley
Melhor Som: Trabalhar Cansa, Daniel Turini, Fernando Henna e Gabriela Cunha
Melhor Direção de Arte: Febre do Rato, Renata Pinheiro
Melhor Trilha-Sonora: Febre do Rato, Jorge du Peixe
Melhor Figurino: O Palhaço, Kika Lopes

CURTA-METRAGEM NACIONAL
Melhor Filme: Tela, de Carlos Nader
Melhor Direção: Uma Primavera, de Gabriela Amaral Almeida
Melhor Roteiro: O Pai Daquele Menino, de Gustavo Suzuki

CURTA-METRAGEM REGIONAL
Melhor Filme: O Argentino, de Diego da Costa
Melhor Direção: O Argentino, de Diego da Costa
Melhor Roteiro: 3X4, de Cauê Nunes

PRÊMIOS DA CRÍTICA
Melhor Longa-Metragem de Ficção: Febre do Rato, de Cláudio Assis
Melhor Documentário: Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat Melhor Curta-Metragem: Tela, de Carlos Nader

PRÊMIOS DO JÚRI POPULAR
Melhor Longa-Metragem de Ficção: Onde Está a Felicidade?, de Carlos Alberto Riccelli
Melhor Documentário: À Margem do Xingu, de Damià Puig
Melhor Curta-Metragem Nacional: Café Turco, de Thiago Luciano
Melhor Curta-Metragem Regional: O Argentino, de Diego da Costa

terça-feira, 5 de julho de 2011

Filme na lata



Eis que hoje vejo pela primeira vez, todo ele projetado em uma sala de cinema. Fotografia linda se movimentando, audio cristalino me somrodeando. Eu era o único espectador. E não dava pra ter mais. Fica ainda a surpresa. Filme pronto, legendas ok!

Nasceu o filminho!
Agora ele parte para o seu primeiro festival.
Que rode o Brasil e o Mundo!

Depois deste virão muitos.

Só para relembrar:
Estréia Dia 11/07/11 às 18h
No Festival Paulínia de Cinema

E pra completar a alegria:
Das 18h do dia 11/07 às 18h do dia 12/07 o "Argentino" será exibido no Youtube.

Bora assistir!

quinta-feira, 30 de junho de 2011


Acho que depois de tanto tempo sem postar aqui, poucos acompanham ainda toda a trajetória do curta que está finalmente nos finalmentes! A filanlização praticamente acabou e a primeira cópia 35mm sai do forno essa semana direto para o IV festival de Paulínia!

Yeah! Muito tempo de trabalho e suor pra fazer nosso filme sair e vem com estréia de gala, dia 11 de Julho de 2011, às 18h no Teatro de Paulínia!

Todos estão convidados e a entrada é franca!

O curta está concorrendo nas categorias:
Melhor curta regional
Melhor diretor regional
Melhor roteiro regional
Prêmio do Juri Popular

abraços a todos e muito obrigado a quem de alguma forma nos ajudou e apoiou!

Teaser - Argentino


É com muito prazer que mostramos o novo teaser do curta. Agora com melhor resolução e tratamento de cor!


sábado, 25 de julho de 2009

Teaser

Alguns meses depois das filmagens, por causa de uma série de desencontros, só agora começamos o trabalho de pós-produção. Eu e Caetano começamos a ver e discutir o material, a proposta do filme e como a gente vai construir essa montagem.

Algumas doses depois, saiu finalmente esse teaser. Vejam e passem adiante!



(ainda estamos aguardando o material de audio, pra começar na vera a montagem do filme!)
Abraços!

sábado, 25 de abril de 2009

Pós-produção

Anos de roteiro

Meses de pré-produção

Cinco dias de filmagem

Cinco noites quase sem dormir

Uma festa de arrasar

Busca de patrocínios

A curiosidade da espera,

Pós-produção.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SEJA UM PATROCINADOR!!!



Após todos os corres das filmagens, estamos agora enfrentando a correria da pós-produção. Isso inclui a revelação da película, o telecine, e a montagem. Tudo isso envolve custos que o nosso "filme produzido na raça" não tem previamente. Portanto, ao invés de chorar, vamos todos nos divertir e badalar, porque o nosso filme tá ficando show e essa equipe é sensacional.

Dia 16/04, vamos todos à Festa do Filme O Argentino, a festa mais vanguardista da Unicamp!!
Até as 23h30, você é um patrocinador e paga o quanto quiser pra entrar. Uma vez lá dentro, se prepare! Mtas bebidas, surpresas, bandas, performances e plástico bolha esperam vc!
Tudo isso na rep Havana, na rua shigeo mori, 2043, Barão Geraldo.

terça-feira, 10 de março de 2009

Entrevista com o diretor no último dia de filmagem

Pouco antes de acabarem as gravações, foi feita uma entrevista com Diego, o diretor do curta. Ancioso e feliz ao mesmo tempo, ele agradece a equipe e fala algo muito importante, que o filme é da equipe. Não é de uma pessoa só, nem do diretor, cada um tem uma função fundamental e não é a toa que é necessário tanta gente para fazer um filme de apenas 15 minutos.
Eu, como integrante da equipe de making of, vi isso muito claro, já que estava mais como observadora do que participante. É muito legal ver todos empenhados e sem descansar um minuto, mesmo depois de longos dias de trabalho e sem receber nada. Com certeza esse curta irá longe, pois todo o trabalho foi muito bem feito e, apesar das dificuldades, o pessoal conseguia fazer dar certo!
Sucesso a todos e vida longa ao Argentino!

terça-feira, 3 de março de 2009

Continuando

Fazem exatamente 14 dias que as gravações do "Argentino" chegaram ao fim. Foram 5 dias de gravação, meses de pré-produção. E eu me sinto exultante em afirmar que estou nesse projeto desde o comecinho. Vi o roteiro ser escrito e reescrito sei-lá-quantas-vezes. Vi a história tomar rumos muito diferentes, e depois voltar ao ponto original. Vi a equipe crescer e cresci com a equipe. Eu, que não sabia nada de coisa nenhuma, aprendi muito - mas continuo sabendo muito pouco.
Foi o Fernando, que precisou sair da equipe há muito tempo, quem me chamou para essa empreitada. Na época, não tinha nem idéia de quem era o Diego - com quem fui posta em contato tão logo disse "sim" ao convite para participar do curta-metragem. Conheci o Diego por Googletalk. E, de cara, percebi que ele era alguém extremamente apaixonado pelo que fazia (por isso, pensar em Cannes passa a não ser algo tão utópico assim).
Aluguei o Diego milhares de vezes. Afinal, eu era só uma guria que mal tinha entrado na faculdade, nunca tinha filmado nada e não fazia a menor idéia do que era "ser continuista". Ele, com toda a paciência do mundo, me explicou o que sabia. Me passou tabelas. Me passou textos. Aos poucos, fui entendo a responsabilidade que tinha em mãos. E passei a ser uma companhia muito chata no cinema (afinal, ficava tentando encontrar todos os possíveis erros de continuidade em todos os filmes que eu assistia).
Reuniões, reuniões e mais reuniões, pré-minutagem pronta (aimeuDeusseráquetôfazendoissodireito?), vários e-mails, muita ajuda da Pati e do Diego, e já era o dia de filmar. O tempo passou muito muito rápido e, quando percebi, estava de prancheta e cronômetro em mãos no apartamento da Rosa, com uma equipe imensa que eu mal conhecia.
Prestar atenção em tudo, o tempo todo, é difícil. Prestar atenção em tudo, o tempo todo e com sono é praticamente uma missão impossível. Por isso, para mim, o dia de gravação mais difícil foi o dia da Alfaiataria. Depois de um dia (e noite) de filmagens na chuva, pouquíssimas horas dormidas e muito guaraná com açaí, estava em uma locação apertadíssima, com muitos objetos cenográficos, muitos figurinos, muitas cenas e planos a serem gravados. E, quando tudo parecia estar chegando ao fim, optou-se por terminar as sequências do dia anterior, que não foram gravadas por causa da chuva. Sobrevivi, mas errei. É a vida.
Enfim, as gravações chegaram ao fim. E, por mais insanos que tenham sido aqueles 5 dias de fevereiro, sinto saudades. Conheci muita gente. Conheci muitas coisas novas. Aprendi muito.
Agora, só posso agradecer à equipe pela oportunidade que me foi dada; rezar por um patrocínio que nos ajude a revelar e finalizar o curta e torcer: afinal, muito em breve estaremos em Cannes.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Impossível é lugar comum!

Achei empolgante a matéria que saiu ontem no caderno C do Correio Popular de Campinas. Paula entendeu bem o espirito da equipe quando escreveu: “Pode parecer ambição mas, ao conversar com Diego da Costa, diretor do curta-metragem Argentino, tudo parece possível devido à sua paixão pelo cinema”. Acredito que não só para mim, mas para todos que de alguma forma participaram do Argentino, tudo seja possível!
Não me considero um diretor. Talvez seja um curtametragista e quem sabe um aspirante a cineasta! Ehehe. Mas tenho a idéia de que um dia o serei, não importando o quanto leve e o quão difícil seja.
Não vou escrever muito pra vocês lerem a matéria que segue abaixo. Mas antes alguns adendos a certos pontos da matéria, que talvez pelo meu modo confuso de me expressar, não estão totalmente corretos.
- No Filme do João Batista, que ira chamar Travessia, sou na verdade assistente de edição.
- A idéia do Argentino surgiu, na verdade em uma conversa de bar com Enric Llagostera, Roteirista do curta. Na França, porém, a idéia foi amadurecendo e por todo o tempo que fiquei lá, ele ia escrevendo o roteiro e eu palpitando, dando toques, enfim, conversamos muito s a coisa toda foi amadurecendo.
- O Cabral eu conheci depois, no Salve Geral, mas ele foi fundamental quando assumiu a direção de produção! O cara é foda! Como diz o Fernandão “ Bom pra caralho, bicho!”
- A diretora de fotografia, Heloisa, foi indicada por um amigo (Pedro Struchi, também um curtametragista de Campinas) que trabalhou comigo no Salve Geral.
Até o próximo post!





Caderno C
Cannes como destino
/ CINEMA / Diretor de curta-metragem roda em Campinas filme que planeja levar a festival
Paula Ribeiro
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
paula.ribeiro@rac.com.br

Os olhares mais atentos que controlam o Centro de Campinas não deixaram escapar, nas semanas passadas, movimentações de câmera, claquete e atores. Ruas como a Lusitana e a Coronel Rodovalho tiveram de ser interditadas. O objetivo: Cannes.

Pode parecer ambição mas, ao conversar com Diego da Costa, diretor do curta-metragem Argentino, tudo parece possível devido à sua paixão pelo cinema, apesar das dificuldades que é fazer filmes no Brasil. Formado em midialogia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Costa divide seu tempo entre a produtora Imago, onde trabalha com som e edição, e cargos de assistência em filmes de diretores conhecidos. Foi assistente microfonista em Salve Geral, de Sérgio Rezende, rodado em Campinas e Paulínia; e assistente de direção do mais recente filme de João Batista de Andrade, que ainda não pode ser divulgado.

No ano passado, foi estudar cinema na conceituada Sorbonne, em Paris, onde passou um ano e editou um filme baseado no livro A Bruxa de Portobello, de Paulo Coelho, que foi um dos vencedores do festival The Experimental Witch. Foi na França que surgiu a idéia principal de Argentino, cuja história mostra um alfaiate estrangeiro (Norberto Presta) que falsifica documentos e acaba roubando a identidade das pessoas que enjoaram da vida. “Como eu era um estrangeiro, a idéia foi amadurecendo na minha cabeça e eu e o Cabral, que queria fazer um filme, trocamos e-mails durante todo o tempo que ficamos lá até surgir o roteiro final”, explica.

A história se passa em “alguma grande cidade”, mas foi filmado em Paulínia, Campinas e Barão Geraldo. As línguas faladas são português, espanhol e o bom e velho “portunhol”, que se explica uma vez que o protagonista é um argentino. Ou quer se passar por tal.

Apesar de a produção do filme ter começado há um ano e meio, foi depois da participação em Salve Geral que o rapaz conseguiu realizar o projeto. “A pré-produção foi em uma semana”, revelou.

Costa conseguiu apoio da Kodak para a película, a câmera foi emprestada pela Unicamp e algumas pessoas trabalharam com ele em Salve Geral, como a diretora de fotografia. “Fazer cinema independente não é fácil, ainda mais nas condições que fizemos. Muitas pessoas trabalharam de graça, por puro prazer, e tivemos diversos apoios, das produtoras Imago, Log e Homem Amarelo, além do patrocínio do restaurante Villa Gula. Para os próximos filmes pretendo participar de editais e ganhar ao menos o necessário para alugar mais equipamento e finalizar decentemente o filme. Argentino está sendo feito na raça: sem grana e com pessoas que sabem realmente o que querem”, desabafou.

No total, foram cinco dias de filmagem em um edifício da Rua Lusitana, a Rua Coronel Rodovalho, o Villa Gula, um ponto de ônibus de Barão Geraldo e a rodoviária de Paulínia.

Agora, o filme foi para um laboratório de onde deve sair apenas em abril para os primeiros cortes. A intenção é que fique pronto a tempo de ser mandado para o Festival de Cannes. “Quero que o filme fique, no máximo, com 15 minutos, assim dá para inscrevê-lo em qualquer categoria competitiva de qualquer festival do mundo”, explica o diretor, que não descarta os festivais Sundance, de Roterdã ou de Berlim.

Mas a intenção mesmo é que o trabalho vá para Cannes, o maior festival de filmes do mundo e que dá credibilidade a qualquer diretor do planeta. O negócio é torcer.